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Toda dívida é importante, mas cuidado!

O crescimento é bom, não é mesmo?

Todo empresário deseja ver seu negócio crescer e prosperar. Aumentar as vendas, ampla carteira de clientes e mais lucro são objetivos comumente almejados por empreendedores de sucesso.

Atingir esse crescimento rapidamente implica muitas vezes em contrair dívidas. O empréstimo para criar um colchão de liquidez  é o caminho mais adotado nesses casos, e não é necessariamente uma coisa ruim!

Mas fazê-lo na suposição de que o crescimentoserá contínuo é arriscado.

Certifique-se de fazer uma previsão adequada e entender o impacto que uma desaceleração pode ter em seu fluxo de caixa, antes de tomar um capital de giro, por exemplo.

Neste artigo abordo os melhores conceitos e caminhos para o crescimento saudável da sua empresa.

Boa leitura!

Toda dívida é importante para o negócio, mas cuidado!

Analise os prazos da mesma forma, olhar focado no caixa, muitos empresários se preocupam somente com as taxas e esquecem dos prazos, faça uma análise antes de contratar qualquer dívida.

Ultimamente, os bancos aumentaram o rigor no controle de créditos e hoje as instituições financeiras estão deveras seletivas e, consequentemente, o crédito está  barato para pouquíssimos e muito caro para a maioria das empresas.

Esse fenômeno é facilmente constatado e deverá ser analisado como um aperto contra os calotes que as instituições financeiras têm sofrido nos últimos anos.

Outro fator de extrema preocupação é que o capital de giro está mais brigado e hoje os bancos preferem emprestar para a maioria com um prazo mais curto.

Não é novidade que as empresas estão muito endividadas e precisando de alívio no fluxo de caixa já tomado de compromissos, principalmente durante a pandemia, sendo muito importante uma boa negociação com os bancos, mas sem manchar o crédito da organização.

 

Abaixo relaciono soluções para diminuir o risco:

 
  • Separe os capitais em dois grupos: investimentos e operacionais, sendo o primeiro para a compra de bens de capital, estoques, estruturação, melhorias no parque fabril. Já a outra é puramente para a cobertura de caixa, de prejuízos ou de sazonalidades,
  • Planilhe as parcelas destacando os juros, principal e parcela, ou utilize um sistema que tenha fluxo de pagamentos para inclusão dos contratos bancários, existe uma opção no mercado que faz essa simulação rapidamente e já demonstra as concentrações. www.pluserba.com.br
  • Mantenha sempre a dívida no médio e longo prazo, sendo de 3 a 5 anos ou mais, note a concentração, por exemplo, em 5 anos para pagamento, percebo que o primeiro ano está concentrado em 40% do total de pagamentos, observe que se a dívida é de 5 anos, deveria ter 20% ao ano de concentração, nesse caso, aja rapidamente fazendo um ajuste, caso contrário a dívida será acrescida de juros de curto prazo, como conta garantida e cheque especial, desequilibrando todo o caixa.
  • Comunique e demonstre a sua concentração do agente financeiro, isso remete a uma boa gestão e principalmente ao controle da empresa. Em outras palavras, o caixa domina a empresa, caso perceba no seu fluxo de caixa operacional líquido problemas, revise o seu ciclo operacional e financeiro. Uma boa negociação passa por uma análise econômico-financeira e para tanto é fundamental montar um dossiê bancário elencando os principais indicadores econômicos e, claro, um fluxo de caixa projetado determinando se a empresa poderá arcar com as parcelas do novo financiamento.
  • Levantamento de garantias reais como imóveis e veículos e em último caso os recebíveis da empresa, sendo este não recomendável, pois a empresa travará o fluxo de caixa e a situação na maioria das vezes piorará.
  • Analisar junto ao banco a possibilidade de créditos vinculados a estoquesou mesmo linhas de compras de matéria-prima, o que aliviaria um pouco o caixa de forma momentânea até a concretização de um crédito a longo prazo. Imóveis em nome de pessoas físicas também são bem-vistos pelos bancos, sendo a Caixa Econômica Federal a principal fomentadora desse tipo de operação.

Neste caso, o prazo seria superior a 10 anos e com o teto de 30 anos, mas desaconselhamos o teto e sugerimos o prazo de até 10 anos.

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Sou Múcio Zacharias, professor economista FGV especialista em M&A com mais de 20 anos de experiência em Valuation e Acquisition (M&A), e venho estabelecendo parceria com advogados para a identificação correta do valor das cotas societárias dos mais diversos ramos de negócio e portes de empresas.

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